ui Archives - Fábio Figueredo Professor, UX e Governança de IA Thu, 08 Oct 2026 23:30:37 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://fabiofigueredo.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cropped-cropped-Logo-FF-Laranja-em-Fundo-Transparente-1-32x32.png ui Archives - Fábio Figueredo 32 32 IA como ferramenta no processo de UX Design https://fabiofigueredo.com.br/2025/02/27/ia-como-ferramenta-no-processo-de-ux-design/ https://fabiofigueredo.com.br/2025/02/27/ia-como-ferramenta-no-processo-de-ux-design/#respond Thu, 27 Feb 2025 22:38:52 +0000 https://fabiofigueredo.com.br/?p=33 Nas minhas aulas sobre UX, sempre reforço a importância da pesquisa no processo de concepção de um produto digital. Afinal, criar uma experiência significativa e eficaz…

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Nas minhas aulas sobre UX, sempre reforço a importância da pesquisa no processo de concepção de um produto digital. Afinal, criar uma experiência significativa e eficaz não é tarefa simples; requer um entendimento profundo das pessoas para as quais estamos projetando. E é aqui que entra a importância da pesquisa com usuários.

A revolução comandada pelas soluções de Inteligência Artificial (IA) também influencia de forma direta essa etapa tão importante do processo de criação de um produto digital. Porém, precisamos utilizar a Inteligência Artificial de forma responsável, para garantir a qualidade das informações, trazer agilidade e insights mais profundos para a definição de proto-personas e tomadas de decisão no design.

A pesquisa com usuários nos ajuda a evitar um dos erros mais comuns no desenvolvimento de produtos: criar soluções baseadas em suposições ou na opinião somente do dono do produto, que em muitos casos não é o usuário final. Sem entender as dores, os objetivos e os comportamentos do público-alvo, as chances de errar no design e nas decisões de usabilidade aumentam significativamente. Portanto essa etapa é muito importante para permitir que designers criem produtos centrados no usuário, promovendo uma experiência mais intuitiva, acessível, eficaz e que faça com que o usuário retorne e recomende o produto para mais pessoas.

Segundo o Norman Nielsen Group, a mais importante consultoria em UX, empresas que investem em pesquisas com usuários e aplicações centradas no UX design obtêm um retorno sobre investimento (ROI) bastante significativo. Essa informação ressalta que entender o usuário não é apenas uma questão de empatia, mas também de estratégia de negócios.

IA como ferramenta na Pesquisa de UX

A Inteligência Artificial pode ser uma ferramenta poderosa para aprimorar as pesquisas com usuários. Contudo, é fundamental utilizá-la com responsabilidade, garantindo que os dados analisados sejam confiáveis e que os resultados gerados respeitem a privacidade e ética no tratamento das informações, inclusive se atentando às regras da LGPD.

A IA é uma aliada bastante eficiente no processo de análise das informações coletadas para a criação de uma proto-persona. É possível buscar e tabular os dados através de uma pesquisa netnográfica, ou realizar pesquisas qualitativas ou quantitativas através de formulários on-line. Os resultados dessas pesquisas podem ser submetidos para que a IA analise e elabore uma proto-persona para apoiar o desenvolvimento do projeto.

Um prompt que pode te ajudar nesse processo:

“Com base nos dados fornecidos no documento anexo, elabore uma proto-persona detalhada contendo as seguintes informações:

  • Nome fictício
  • Idade
  • Local de residência (cidade ou região)
  • Uma frase que resume a essência da persona
  • Lista de dores (principais desafios ou problemas enfrentados)
  • Lista de necessidades (principais objetivos ou desejos).

Certifique-se de que a proto-persona represente fielmente os dados apresentados no documento.”

Obviamente, os dados coletados devem ser compatíveis com as informações que você precisa para a construção da proto-persona.

Em resumo, a pesquisa com usuários é uma etapa fundamental no processo de UX Design, e a Inteligência Artificial pode potencializar esse trabalho de maneira significativa. Contudo, é essencial equilibrar tecnologia e responsabilidade, assegurando que os dados sejam tratados de forma ética e que as ferramentas sejam utilizadas para servir aos objetivos dos usuários.

Devemos incluir a IA no nosso fluxo de trabalho como uma ferramenta de apoio e aceleração do trabalho. Nunca como uma forma de pular etapas ou trabalhar inteiramente por você, pois os resultados gerados pelas IAs não são precisos ou 100% confiáveis. Cabe a você, como profissional, analisar a aplicabilidade da ferramenta IA no seu dia a dia, e avaliar os resultados gerados antes de tomá-los como verdade absoluta.

Outra dica valiosa sobre IAs: Pedir para uma IA simplesmente fazer todo o seu trabalho não é nem de longe uma boa ideia. Não caia nessa armadilha.

O futuro do UX design é promissor, especialmente quando combinamos criatividade, empatia e inovação tecnológica. Que possamos aproveitar ao máximo o poder da IA para criar experiências que verdadeiramente transformem o modo como as pessoas interagem com o mundo digital.

Fontes:

Norman Nielsen Group. “ROI of User Experience.” Disponível em: https://www.nngroup.com/articles/return-on-investment-for-usability/

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Por que usar GOMS em microtransações https://fabiofigueredo.com.br/2025/01/06/por-que-usar-goms-em-microtransacoes/ https://fabiofigueredo.com.br/2025/01/06/por-que-usar-goms-em-microtransacoes/#respond Mon, 06 Jan 2025 22:20:05 +0000 https://fabiofigueredo.com.br/?p=16 Para mim, todo momento de férias, além do merecido descanso, é também uma oportunidade de estudar e buscar novas formas de ensinar. Nessas férias decidi ser…

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Para mim, todo momento de férias, além do merecido descanso, é também uma oportunidade de estudar e buscar novas formas de ensinar. Nessas férias decidi ser mais ativo aqui no LinkedIn, compartilhando com vocês alguns assuntos que julgo importantes para quem, assim como eu, é apaixonado por Design e UX.

E para o primeiro mini artigo do ano, decidi escrever um pouco sobre a ferramenta GOMS e a importância do uso dessa ferramenta na análise das microtransações.

Imagine que você está usando um aplicativo para pedir comida. Você precisa encontrar o restaurante, escolher o prato, adicionar ao carrinho e finalizar o pagamento. Cada uma dessas ações pode ser analisada para entender se o processo é rápido, intuitivo e eficiente. Além disso, esses aplicativos muitas vezes oferecem mais de um caminho para realizar a mesma ação, como acessar o restaurante por meio de uma busca direta ou navegando por categorias. É aqui que entra o modelo GOMS, uma ferramenta que ajuda a estudar como as pessoas interagem com interfaces, identificando o que funciona bem e o que pode ser melhorado.

Os testes de microtransações em interfaces são cruciais para garantir não apenas a funcionalidade técnica, mas também a experiência do usuário e o alcance dos objetivos de negócio. Em um cenário onde microtransações são parte essencial de modelos de receita, como em jogos, aplicações de streaming e marketplaces, a precisão no design e na execução desses elementos pode impactar diretamente os resultados.

Para abordar essa questão de forma sistemática, o modelo GOMS (Goals, Operators, Methods, and Selection Rules) é uma ferramenta poderosa. Ele permite analisar a interação do usuário com a interface, identificando barreiras e oportunidades de otimização.

O que é GOMS e como ele funciona?

O GOMS é uma maneira de entender como as pessoas alcançam seus objetivos ao usar uma interface. Ele se baseia em quatro elementos principais:

  1. Goals (Objetivos): O que o usuário quer fazer? Por exemplo, comprar um item, assinar um serviço ou resgatar uma promoção.
  2. Operators (Operadores): Quais são as ações necessárias? Isso pode incluir clicar em botões, digitar informações ou navegar por menus.
  3. Methods (Métodos): Quais caminhos o usuário pode seguir para atingir o objetivo?
  4. Selection Rules (Regras de Seleção): Como o usuário decide entre diferentes métodos? Essa escolha pode depender de experiências prévias, preferências ou contexto.

Por que usar GOMS para microtransações?

Microtransações envolvem ações que precisam ser simples, seguras e rápidas. Usar o GOMS para analisar essas interações permite:

  • Identificar pontos de fricção: Onde os usuários encontram dificuldades que podem levar ao abandono da transação.
  • Otimizar o tempo: Reduzir os passos necessários para completar a microtransação.
  • Melhorar a experiência: Tornar o processo mais intuitivo e agradável.
  • Aumentar a acessibilidade: Garantir que pessoas com diferentes habilidades possam concluir as transações sem barreiras.

GOMS e acessibilidade

A acessibilidade é um aspecto fundamental em qualquer interface, e no Brasil, acessibilidade na web é lei (Lei de Acessibilidade Digital – Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000).

O GOMS pode ajudar a identificar barreiras que dificultam o uso para pessoas com deficiências. Por exemplo, se um botão importante está pequeno demais ou em uma posição de difícil acesso, isso pode ser um problema para pessoas com limitações motoras. Ao usar o GOMS, é possível ajustar esses detalhes para tornar a interface mais inclusiva.

Aplicando GOMS em um exemplo prático

Imagine uma aplicação de jogos que oferece microtransações para compra de moedas virtuais. O objetivo do usuário é adquirir moedas para desbloquear novos itens. Os operadores incluem clicar no ícone da loja, selecionar o pacote de moedas, confirmar a compra e finalizar o pagamento. Os métodos podem variar dependendo do meio de pagamento escolhido (cartão de crédito, PayPal ou carteira digital).

Ao modelar essas interações com o GOMS, é possível identificar que, por exemplo, o tempo para encontrar o ícone da loja é excessivo, ou que a confirmação da compra está gerando confusão devido à linguagem utilizada, ou que um dos caminhos para levar o usuário até a loja está gerando dúvidas. Esses insights permitem ajustes precisos que melhoram a usabilidade e aumentam as taxas de conversão.

Conclusão

Integrar o modelo GOMS nos testes de microtransações é uma estratégia eficaz para elevar a qualidade das interfaces e maximizar resultados. Em um mercado competitivo, onde a experiência do usuário é um diferencial, ferramentas analíticas como o GOMS podem ser o ponto de virada entre o sucesso e o fracasso de um produto. Além disso, ao considerar aspectos de acessibilidade, é possível criar experiências que não apenas atendam às expectativas, mas sejam inclusivas e acessíveis para todos.

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